2.8.08

CRIMES DE GUERRA


Henrique Calisto é o treinador da Selecção de futebol de onze, do Vietname, que recentemente apareceu nas páginas dos jornais ocidentais de desporto pelo facto de a sua equipa de futebol, no âmbito da preparação para os jogos olímpicos de Pequim, realizar um jogo com a poderosa equipa do Brasil onde alinham conceituados jogadores como Ronaldinho, Anderson, Lucas e Ilsinho.

Confrontado pelos jornalistas que o questionavam acerca das abismais diferenças entre as duas equipas, o emigrante português teve a oportunidade para afirmar que para além das diferenças no plano técnico há ainda a acrescentar o facto de os jogadores Vietnamitas, pela ausência de proteínas, por não consumirem carne de bovino, impede os jogadores de estarem, em termos de força em plano de igualdade com os visitantes.
A ausência de carne de Bovino deve-se unica e exclusivamente a uma questão cultural.

Mas, Calisto, recolocou na ordem do dia uma outra importantíssima questão ao afirmar, segundo A BOLA de 31 de Julho de 2008 na pagina 33, «… que o agente laranja (gás lançado pelos norte-americanos durante a guerra ) continua a fazer estragos na população uma vez que as crianças nascem com problemas e mutações genéticas…».

Num momento em que os noticiários são ocupados com a extradição de Kadovan Karadzic para o Tribunal Internacional em Haia onde será julgado por crimes de guerra, é tempo de mais uma vez nos questionarmos se os cidadãos americanos estão isentos de prestar contas pelas atrocidades que têm feito na sua própria terra e por todo o planeta desde que são nação.

É tempo de questionar, por mais quanto tempo o mundo permite que estes senhores da guerra continuem impunes.

É tempo de dizer, basta !




27.7.08

IMIGRANTES



O neo-fascista italiano Silvio Berlusconi e os seus apaniguados lançaram os cães de caça na busca e criminalização de cidadãos estrangeiros não documentados.
As recente decisão do conselho de ministros de Itália que declara o estado de emergência a todo o território italiano com o objectivo de «potencializar as actividades de contraste e de gestão do fenómeno migratório» num momento em que a aprovação, no Parlamento Europeu, da vergonhosa “Directiva do Retorno” ainda está “quente” sendo que é só para entrar em vigor em 2010, confirma a tese de quem tem vindo a dizer que há a pretensão de construir uma Europa fortaleza, desumana, sem qualquer respeito pelos mais elementares direitos humanos, ao serviço dos interesses do grande capital, contra os interesses e valores dos trabalhadores europeus e contra todos os que se deslocam para a Europa na busca de melhores condições de vida, muitos deles, fugindo à fome e às guerras, fruto das pesadas heranças que o colonialismo europeu lhes deixou.
Em Portugal, o governo que esteve a favor da directiva, veio dizer que a nossa legislação é mais favorável e que não pretende alterá-la.
Em duvidoso sentido contrário (talvez por saberem que iria ser aprovada) os deputados do PS juntaram os seus votos aos que, como os do Partido Comunista Português, têm lutado para impedir tão impiedosa medida.
Dias mais tarde, no Parlamento Nacional, os deputados do PS juntaram os seus votos aos do CDS/PP para impedir que fosse aprovado um projecto de Lei do PCP que recomendava, mais uma vez, ao Governo a ratificação da Convenção da ONU sobre «a protecção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e dos membros das suas famílias», convenção essa aprovada na Assembleia-Geral da ONU em 18 de Julho de 1990 e que entrou em vigor na ordem jurídica internacional em 1 de Julho de 2003, depois de ter obtido o número mínimo de ratificações necessárias para esse efeito.
Todos estes factos nos devem alertar para a possibilidade de em toda a Europa, com Portugal incluído, se virem a agudizar as condições de entrada e permanência de imigrantes.
O PS está farto de nos dar razões para não acreditarmos nas suas declarações e promessas.
Há que estar atento e manter a luta contra estas políticas de direita contra dos trabalhadores e o progresso.

Os Italianos, a seu tempo, saberão dar conta deste encerado Mossulini

INSULENTE


Paulo Portas apareceu nos noticiários de hoje com a exigência de uma maior fiscalização às pessoas em situação de rendimento mínimo de inserção.
Esta é mais uma pirueta de quem nada tem, de útil, para dizer ao país.
Como não poderia deixar de ser, o boy da extrema-direita portuguesa que em outros momentos andou pelas feiras, com as suas lérias de defensor dos agricultores e dos reformados, a vender gato por lebre, vem agora com esta preocupação como que os grandes problemas dos portugueses e do país fosse o abuso do uso do rendimento mínimo garantido.
A Paulo Portas, satisfeito com a política de direita que o PS/Sócrates tem vindo a seguir, falta-lhe assunto para pôr na ordem do dia, está feliz com os grandes lucros da banca à custa de toda uma linha especulativa em vários sectores, colocam os portugueses na cauda da Europa em posição muito complexa, com situações de fome em pessoas que todos os dias vendem a sua força de trabalho.
Paulo Portas e os seus amigos estão satisfeitos com a inqualificável proposta de governo de alteração do Código de Trabalho que criará aos trabalhadores maiores situações de dificuldade e dependência.
O Governo que com sua política de direita retirou assunto ao PSD e PP, deixa este “figurão” a dizer estas trapalhadas.
Tenho um amigo que costuma ter esta expressão: “mal de quem as ouve porque quem as diz fica aliviado” .
Espero que, nas próximas eleições, eles vejam o número de deputados reduzidos à sua real influência.

15.7.08

NUCLEAR EM PORTUGAL

Hoje ouvi Victor Constâncio afirmar que o País deveria pensar seriamente na opção nuclear como forma de contrariar a nossa, tão alta, dependência energética.
Francamente, há muito que comungo de tal opinião pois considero que no campo das outras energias alternativas, sendo importantes, um longo caminho temos pela frente até que, todas somadas, dêem resposta às nossas necessidades.
Tendo o argumento do perigo ambiental caído por terra desde a que os nossos vizinhos espanhóis construíram as suas (julgo) sete centrais nucleares, sendo a de Almaraz a mais próxima (+/-100 Km da fronteira), colocando Portugal, em particular toda a área que corresponde ao rio de vento da bacia do Tejo até Lisboa , em risco caso haja algum acidente, não faz qualquer sentido, por razões de segurança, a defesa do impedimento desta opção energética.
Se construir-mos uma central, no mesmo paralelo, do lado de cá da fronteira, o impacto em caso de acidente não será maior.
Acresce o facto de termos a matéria prima (urânio) necessária em quantidades (em centrais de terceira geração ou outras ainda mais desenvolvidas) mais que suficientes para rentabilizar o investimento, permitindo ao país um outro fôlego.
Isto não poderá significar, naturalmente, os investimentos necessários no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias no campo das outras energias alternativas.
Há uns tempos, um ministro do governo de Sócrates veio dizer que o nuclear estava fora de questão, mas pode perguntar-se porquê? Será por opção estratégica, será porque os Espanhóis não querem e os Franceses não deixam? Era bom esclarecer esta questão.
Pela minha parte continuarei a defender esta solução como uma contribuição determinante, nos próximos anos, para uma maior autonomia energética de Portugal.

15.6.08

IMIGRANTE ?!

José nasceu em Angola há 20 anos e, ainda com tenra idade (6 meses), viajou para Portugal com sua mãe que fugia da guerra e buscava trabalho que lhe permitisse dar a si e ao seu filho melhores condições de vida.
Instalaram-se na periferia de Lisboa e logo a sua mãe arranjou trabalho (mal remunerado) em serviços de limpezas que lhe iam aparecendo.

A mãe do José lutou muito para que ele crescesse como os outros meninos do bairro, para que não lhe faltassem as refeições, para que ele pudesse aprender a ser homem.

José que não andou no jardim de infância mas fez a primária e lá seguiu até ao nono ano que concluiu com muito bom aproveitamento.

Não voltou à escola, as condições de vida impunham que procurasse ganhar mais uns "trocos" para casa, fez um curso de formação em informática, fez outro de electricista a que se lhe seguiram dois estágios.

José que decidiu aumentar a família, vive com a companheira de quem tem dois lindos meninos, portugueses claro, tão portugueses como eu, mas o José não é português e isso traz-lhe enormes dificuldades, não consegue um contrato de trabalho.

A situação é, no mínimo, caricata senão vejamos:

Quando terminou o estágio de electricista, a empresa onde o frequentou ofereceu-lhe um posto de trabalho e logo se aprontou a fazer-lhe um contrato de trabalho, para isso José precisava de um documento (Autorização de Residência) que tinha pedido renovação ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que lho recusou por ele não estar a estudar ou a trabalhar criando assim uma situação terrível, José é ilegal no País onde cresceu, estudou e foi pai.

José não pode subscrever um contrato de trabalho por não ter Autorização de Residência actualizada, não pode actualizar a Autorização de Residência por não ter trabalho.

Ficou no "limbo", José está condenado a trabalhar ilegalmente, sem condições e baixissimas remunerações, José sujeita-se a ser expulso de Portugal para regressar a um país que sendo o do seu nascimento nada conhece.

É este o País que faz gala em afirmar estar na linha da frente no que toca ao tratamento das questões da Imigração, são estes os serviços que o SEF presta aos patrões que, sem escrúpulos, vivem engordando à custa de trabalho escravo.

Os filhos de José terão vergonha da sua Pátria quando tiverem idade para saber o que este país lhes fez passar a seu pai.

Viva o Euro2008 !

10.6.08

COMISSÕES DE TRABALHADORES


"As Comissões de Trabalhadores são a expressão real da capacidade criativa, organizativa e unitária dos trabalhadores que a Constituição da República Portuguesa, o Código do Trabalho e a sua Lei regulamentadora reconhecem e consagram" - começava assim o documento do XIV ENCONTRO NACIONAL DAS COMISSÕES DE TRABALHADORES (CT), que se realizou em Braga no passado dia 6 de Junho, exactamente no dia seguinte ao da grandiosa manifestação nacional contra as intenções do governo de alteração do código do trabalho e o custo de vida que juntou em Lisboa mais de duzentas mil pessoas.

Este Encontro Nacional das CT que tinha como lema "COMISSÕES DE TRABALHADORES UM MOVIMENTO COM FUTURO - COM OS TRABALHADORES EXIGIR DIREITOS", reuniu 300 trabalhadores, correspondendo estes a 81 CT , na sua maioria de grandes empresas nacionais e contou com 27 intervenções, ao que lhes seguiu uma manifestação com mais de meio milhar de trabalhadores, até ao governo civil de Braga onde foram entregues os documentos aprovados.

Estes encontros, de representantes dos trabalhadores nas empresas, realizam-se desde os primeiros anos da revolução dos cravos e têm permitido para que, colectivamente, se troquem informações e experiências por forma a dar mais "argumentos" a quem, no dia a dia enfrenta a dificuldade de, na empresa, dirigir reivindicações, suster a ofensiva patronal aos direitos.

Para além do documento base foram apresentadas e votadas quatro moções sobre a Precariedade, o desemprego, o aumento do custo de vida, a paz.

O conteúdo dos documentos aprovados e a determinação que envolveu a manifestação sublinham a afirmação de que as Comissões de Trabalhadores são um movimento com futuro que se afirma convergente, complementar e cooperante com o movimento sindical de classe.

  • Quem pretende que as Comissões de Trabalhadores deixem de o ser para passarem a comissões de empresa;
  • Quem pretende que as Comissões de Trabalhadores deixem de fazer o Controlo de Gestão para passarem à Co-gestão;
  • Quem pretende que as Comissões de Trabalhadores entrem numa fraticida concorrência de competências com o movimento sindical, saiu deste XIV Encontro Nacional completamente derrotado.
Será por isso que o documento base foi aprovado com 15 abstenções em 300?!

Aqui ficam os números Sr. Louçã

16.5.08

Que Viva Cuba


Os portugueses devem ao socialismo e ao País de Fidel as medidas governamentais para acabar com as listas de espera para as operações do foro oftalmológico.

De facto, se um município do sul do país não tivesse estabelecido um protocolo com uma clínica Cubana no sentido de resolver os problemas oftalmológicos sentidos pelos seus munícipes e ainda hoje este problema das listas de espera para as operações ainda não estava resolvido.

É caso para dizer,QUE VIVA FIDEL, QUE VIVA CUBA, SOCIALISMO OU MORTE !

21.4.08

Palácio do Gelo


Num artigo de Emília Amaral sobre a abertura do Palácio do Gelo em Viseu, publicado no passado 11 de Abril no “Jornal do Centro”, depois de nos pôr ao corrente da grandeza, qualidades e importância desse grande espaço de «comércio e lazer» (175 mil m2), a jornalista diz-nos que «O novo Palácio do Gelo representa um investimento global superior a 90 milhões de euros, realizado na totalidade pelo Grupo Visabeira e a criação de 3.200 postos de trabalho».

Espaço com «164 lojas, entre elas o hipermercado Jumbo a funcionar há nove meses com uma área de 11.500 metros quadrados e a loja FNAC que se assume como um novo espaço cultura na região, e cinco mil metros de restauração», tudo isto a acrescentar às piscinas, à pista de gelo e ao inovador SPA.

Dizem-me que está uma obra bonita, que Viseu está mais rico, o desemprego vai diminuir na região.

Espera-se agora que o trabalho seja remunerado em conformidade com as Convenções Colectivas de Trabalho, que os vínculos laborais sejam permanentes em tarefas permanentes, que os descontos para a segurança social incidam sobre toda a massa salarial, que os trabalhadores gozem de todos os direitos, que haja liberdade sindical e de organização sindical. Se isso acontecer a região de Viseu ficará mais rica, mais desenvolvida, como queremos.

Veremos se a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) fará a fiscalização que lhe compete para assegurar que as Leis deste país também são cumpridas em Viseu.

9.4.08

TGV


Ele está aí, chegou antes de ser anunciado, o TGV à portuguesa (Transporte Geralmente Vazio).
Circula na margem sul, entre a Cruz de Pau e o Pragal, é bonito, silencioso e elegante, cumpre horários, dá um toque cosmopolita a esta região do País, mas ainda não serve o interesse da população.
Espero que o problema se resolva quando a ligação aos barcos (cacil
has) seja concluída.
Até lá podemos afirmar que o nosso TGV já chegou.

27.3.08

As in-Certezas do TIBETE

LAI LAI

A propósito da campanha de informação e desinformação acerca dos acontecimentos no Tibete, vale a pena fazer uma incursão à pagina que recomendo...
http://www.atimes.com/atimes/China/JC26Ad02.html



Lai Lai Linhos
Powered By Blogger