8.2.16
Ler, reflectir, aprender, aplicar
A Origem da Família da Propriedade Privada e do Estado
de Friedrich Engels
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Marxismo
Local:
Lisboa, Portugal
27.3.15
"A César o que é de César"
Decorreu
entre 26 e 27 de Março, uma greve nacional do sector da Vigilância
Privada, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores das Actividades
Diversas – STAD, antigo sindicato dos contínuos e porteiros
(fundado em 1941), agora mais vocacionado para os trabalhadores dos
serviços de portaria, vigilância, limpeza e domésticas.
Se
no momento actual é o sector das limpezas o que mais trabalhadores
tem, o sector da vigilância privada secunda-o mas, pela
especificidade e enquadramento jurídico do exercício profissional,
é o mais “delicado” no que concerne à abordagem sindical na
defesa dos direitos e interesses destes trabalhadores.
Já
se pode afirmar que a adesão à greve foi um estrondoso êxito,
mesmo sabendo que a dinamização da mesma, mormente alguns meios
destacados para o efeito, esteve longe da exigência que tal luta
merecia, pela sua razão e número de trabalhadores envolvidos.
É
verdade que nunca é tarde para “abrir os olhos”, que nunca é
tarde para lutar, mas o processo que este sindicato conduziu,
deve ser estudado.
Sou
dos que me solidarizo com a luta dos trabalhadores deste sector na
defesa dos seus direitos contra o roubo que o patronato quer fazer, a
coberto da Legislação laboral destas “maiorias” PSD/CDS/PS e a
cúmplice e traiçoeira conivência da UGT, mas também sei, por
muitas e repetidas experiências, que estes processos devem ter o
envolvimento, o esclarecimento e a mobilização dos trabalhadores,
desde o seu início.
A
direcção deste sindicato (*) usa e abusa da afirmação de que é
defensora do “sindicalismo do diálogo” (formato UGT
digo eu...) em alternativa ao sindicalismo de classe
preconizado pelos sindicatos da CGTP (ironia do destino,
é na CGTP que este sindicato é filiado) daí o resultado.
Andaram a “dormir” ou a “dialogar” como dizem e agora, em fim
de “linha”, para co-responsabilizar os trabalhadores de um
possível “desastre” (esperemos que não).
É
tempo de o sindicato ser devolvido aos trabalhadores para a
concretização de um sindicalismo de classe que assegure uma
efectiva, continuada e envolvente luta em defesa dos interesses de
classe.
(*) O presidente da assembleia geral e coordenador (?!) deste sindicato é coordenador da "corrente sindical socialista na CGTP"
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Vigilância Privada
Local:
Lisboa, Portugal
23.3.15
Estou de volta
Com
um pedido de desculpas, particularmente aos meus fieis leitores,
venho comunicar que estou de volta na partilha das minhas reflexões
sobre as mais variadíssimas temáticas da sociedade com
predominância para as questões políticas em geral, sociais e
laborais em particular.
22.4.13
No Congresso da UGT esqueceram que o OMO lava mais branco...
O Congresso tinha que ser feito, a idade impunha a substituição do Proença, o senhor que se segue é mais do mesmo, com mais limitações é certo, mas propósitos semelhantes.
Outra coisa não se poderia esperar de uma "central Sindical"(!?) criada com meios exteriores e a partir de partidos como PS e PSD (partidos da triste situação) com o objectivo central de quebrar com a unidade dos trabalhadores na sua luta sindical e servir de moleta aos interesses do grande capital.
É disto que é feita a história da UGT, estrutura que tendo, de facto, muito pouca sustentação no mundo de trabalho é catapultada para as primeiras páginas dos jornais pelo seu papel naquilo a que chamam de concertação social que mais não é o fórum, antecâmara das medidas gravosas que têm ao longo do tempo prejudicado os trabalhadores portugueses, o país.
Com muito pouco para dizer, mais não se esperava, as mais importantes intervenções dos quadros desta "agremiação" não foi além da valorização da dita concertação e da diabolização da luta nas empresas e locais de trabalho, a luta na rua. Uma lógica de trabalho sindical que afasta os principais interessados, os trabalhadores, da intervenção e decisão em matérias que a eles e só a eles diz respeito.
Os media portugueses não se cansaram em valorizar o que UGT pretendia valorizar e diabolizar o que esta pretendia diabolizar, só que com isto, colocaram o dedo na ferida, com isto tornaram evidente o papel de uns e de outros.
Num momento de desastre nacional em que é imperativo uma ruptura com esta política começando, desde logo, pelo imediato derrube do governo veja-se a UGT a afirmar-se disponível para continuar o diálogo da traição que tem vindo a fazer desde a sua criação.
Sim, TRAIÇÃO aos trabalhadores e ao país, fazendo-os (UGT) tão responsáveis, com o PSD/CDS e PS, pelo preocupante momento que atravessamos.
Há muito que os trabalhadores, nos locais de trabalho, deram conta do verdadeiro papel deste "cavalo de Troia" do capital e, por isso mesmo, o movimento de massas, as lutas nas empresas e na rua, mesmo que condicionadas por pressões, medos e pelo papel de uma comunicação social ao serviço do capital, têm uma incontestável importância e expressão.
A luta continua...
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UGT
Local:
Lisboa, Portugal
4.1.13
Um ano difícil?
O alarme está dado, a situação económica e financeira dos portugueses vai piorar. O Tribunal de Contas diz-nos que os ministérios nada fizeram para reduzir as suas despesas de funcionamento, o Presidente da República envia para o Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização de algumas (3) matérias do OE para 2013, o Benfica ganha seis a zero ao Rio Ave, o Pinto da Costa continua feliz com a sua brasileira, o Vale e Azevedo vê negado mais uma vez o seu pedido de habeas corpus, a novela "Casa Pia" continua com mais uns tantos folhetins, o Alberto João Jardim não para de gozar com a rapaziada, a maioria das Câmaras Municipais estão na pré-falência, o governo das privatizações nacionaliza bancos falidos ou usa o nosso dinheiro para manter os lucros dos accionistas, a União Europeia recebeu o Prémio Nóbel da Paz, do Afganistão pouco ou nada se sabe, do Iraque o mesmo, o Hugo Chavez está muito doente e o mundo capitalista deseja-lhe a morte mais cruel, a UGT diz que rasga o acordo que fez, o Gaspar continua com muito boa disposição...enfim, o mundo não parou, o mundo não pára.
A CGTP marcou mais uma luta nacional para Fevereiro, os trabalhadores resistem nas empresas e exigem os seus direitos..., a luta continua mais ou menos silenciosa, as consciências evoluem e um outro «sol brilhará para todos nós».
A todos que me leem um bom ano.
4.9.12
RECURSOS MINEIROS, recursos de Portugal
(pirite)
«
...De certeza que é um “CÃO GRANDE...”» foi esta a frase que
um mineiro me dizia ter ouvido da sua companheira quando lhe disse que na
Almina se estavam a preparar para receber gente importante, pois as
“limpezas” eram fora do vulgar.
Foi
na passada sexta-feira em Aljustrel, cerca das 11 da manhã, quando
passava à frente do portão principal da Almina (Pirites
Alentejanas), deparamo-nos com um enorme corpo de soldados da Guarda
Nacional Republicana – (GNR), incomparavelmente maior que o total
dos efectivos do Posto da GNR da Aljustrel, assim como de um grande
número de trabalhadores de uma empresa de segurança.
Ante
tal aparato pensei tratar-se do Presidente da República ou até
mesmo do Presidente da Comissão Europeia mas, em Aljustrel, só se
sabia que, na véspera, lá tinham andado umas “almas” a rondar
procurando “cheirar” movimentações dos trabalhadores ou da
população.
Conseguiram
o objectivo, apanharam os Aljustrelenses desprevenidos não lhes
dando assim oportunidade de manifestar as suas opiniões ao membro do
governo que àquela localidade se deslocou.
Às
13 horas a surpresa surge em jeito de notícia televisiva, o ministro
Álvaro Santos Pereira era entrevistado à porta da Almina onde dizem ter ido
anunciar que o Governo tinha aprovado, na véspera, o plano
estratégico para o sector mineiro, e
que o governo iria renegociar os contratos que não tenham royaltis
(direitos de exploração) e,
sobre isto, para além das costumeiras generalidades pouco mais
disse.
Não
resisti à curiosidade, isto porque não é vulgar o governo ter
planos estratégicos para nada a não ser para lixar o povo, e dei
comigo fazendo pesquisa em tudo o que é jornal, em tudo o que é Web
page com o objectivo de ver o que esse dito plano tem de
tão importante, para levar o homem que gere a economia deste país ir, em tamanho silêncio, a
Aljustrel.
Pois
é, a montanha pariu um rato, como seria espectável em sítio algum
se encontra o tal plano e assim ficámos a saber o mesmo.
Mas
a experiência diz-nos que por detrás destas “grandes”
iniciativas governamentais está o favorecimento do grande capital e
detrimento do interesse nacional nos recursos que nos pertencem.
Lembro
que há vários anos, o Partido Comunista Português aguarda resposta
governamental (de vários executivos) à pergunta - em que condições
e por quanto foi feita a cedência e o contrato de exploração
das minas de Aljustrel.
Lembro
que as minas de Neves Corvo foram entregues a uma empresa canadiana
em condições muito desfavoráveis para o país e sabemos como mau
negócio é a exploração da Panasqueira, etc...
O
simples facto de se abrirem novas explorações de minério em
Portugal, só por si, não é um valor, com este tipo de
“negociantes”, o mais certo é ser um grande prejuizo. e uma vez
desconhecidos os termos dos negócios como podemos ajuizar.
Porque
escondem estas “negociatas” e, sempre que querem “roubar”
mais alguma coisa, vêm com o argumento do número de postos de
trabalho criados?
27.8.12
Marcha Contra o Desemprego
Agora
que o período de férias está a chegar ao fim estão aí, de novo,
muitas e enérgicas lutas contra estas politicas do governo PSD/CDS,
na resistência à ofensiva contra os direitos de quem trabalho,
contra o povo e o país.
De
entre tantas outras muito importantes, hoje quero dar enfoque à
Marcha Contra o
Desemprego
que a CGTP convocou o seu início para 5 de Outubro a partir de Braga
e Faro e que percorrerá muitas capitais de distrito para confluir em
Lisboa no dia 13 do mesmo mês.
O
MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados, no dia 2 de
Agosto, em nota à comunicação social, dava a informação de um
encontro, ao mais alto nível, com a CGTP, onde manifestaram a sua
adesão e disponibilidade de envolvimento na mobilização e
participação nesta iniciativa.
Os
números do desemprego, um milhão e trezentos mil, são um alarmante
dado adquirido e o crescente número de famílias sem qualquer apoio
social é demonstrativo que este governo e esta política não
servem.
Quando
não se vislumbram medidas invertam este desastre social, o governo
anuncia estar na disposição de obrigar as pessoas com “rendimento
mínimo” a prestarem trabalho gratuito.
Quando
é sabido haver cada vez menos postos de trabalho o governo impõe
aos desempregados a “procura activa” de emprego.
Quando
a mobilidade se torna mais cara e difícil, o governo impõe aos
desempregados a apresentação quinzenal.
Quando
tudo se torna mais difícil para os trabalhadores no activo ou não,
o governo faz aprovar um código de trabalho que embaratece ainda
mais o trabalho e facilita os despedimentos.
Razões
para participar nas lutas e, em particular, na Marcha Contra o
Desemprego não faltam, todos temos a ver com isto, o desemprego não
é só um problema dos desempregados ele é acima de tudo um
problema da democracia, um problema de todos os trabalhadores, um
problema dos portugueses.
24.5.11
Os partidos não são todos iguais
Dia 5 de Junho vamos a votos, a maioria de nós tem votado convencido de que está a votar no melhor partido que desenvolva políticas em defesa dos seus interesses e do País mas, a verdade é que os partidos que têm assumido responsabilidades na governação promoveram políticas que nos arrastaram para este "buraco" e propõem medidas que levam ao agravamento da situação.
Há quem, querendo não assumir as suas responsabilidades, diga que todos os partidos são iguais, que todos têm responsabilidade.
Para avivar a memória aos mais distraídos aqui ficam os números acerca do tempo que cada um esteve no poder.
Depois de ver isto e reflectir seja solidário connosco não volte a votar neles porque, se o fizer, continua também a ser responsável pelas dificuldades que vivemos.
Eu cá vou votar CDU, sem hesitações claro, experimente e verá que não se vai arrepender.
Há quem, querendo não assumir as suas responsabilidades, diga que todos os partidos são iguais, que todos têm responsabilidade.
Para avivar a memória aos mais distraídos aqui ficam os números acerca do tempo que cada um esteve no poder.
Depois de ver isto e reflectir seja solidário connosco não volte a votar neles porque, se o fizer, continua também a ser responsável pelas dificuldades que vivemos.
Eu cá vou votar CDU, sem hesitações claro, experimente e verá que não se vai arrepender.
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