7.3.11

MULHER



Mulher


De vida, tão dura.

Que olhas o mundo com tanta ternura,

mesmo quando cheia de tanto cansaço

do trabalho feito em horas, a eito,

com filhos que choram, pedindo atenção,

que tu adormeces com uma canção,

que não te apetece mas tens que cantar.

E cantar... baixinho,

com forças perdidas por tanta jornada,

sem que dela venhas a ser compensada

e até te condenem sem culpa formada.

Mas tu lhes dirás: sou mãe.

Sou amante.

Sou mulher inteira.

Sou trabalhadora.

Sou mulher que luta.

Sou emancipada!

Helena Chainho

/8. Marco. 2004

1 comentário:

Francisco Domingues disse...

Olá, José!
Ora aqui está um belo poema sobre a mulher. Ele há tantos... E sempre batendo no mesmo ponto: a mulher é e faz realmente tanto e é tão pouco considerada pela sociedade desorganizada em que vivemos. Mas isto só mudará com novos paradigmas, novos modelos económico-financeiros e políticos também!
Dia 12 vou à manif. Mas tenho escrito que "nada vai adiantar aos jovens manifestarem-se. Vai ser mais ou menos tempo perdido! Os jovens têm de jogar o jogo da democracia e formarem um partido que apresente um programa credível com nomes credíveis para um governo a sério! Por isso, convido a todos levarem no dia 12 uma folha com: PARTIDO DA JUVENTUDE PORTUGUESA, já!
Concorda?