27.8.10

Solidariedade com os MINEIROS CHILENOS


«MOCIÓN DE SOLIDARIEDAD PARA CON LOS MINEROS CHILENOS

Estimados Compañeros,

El Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira de Portugal, - afiliado à la Confederación General de los Trabajadores Portugueses – Intersindical Nacional ( CGTP-IN ) - en nombre de todos los trabajadores mineros de Portugal manifiesta la más sentida solidariedad para los trabajadores victimas del accidente ocurrido en la mina de cobre de San José.

Al mismo tiempo que deseamos que, muy pronto, los compañeros retenidos en el fondo de la mina sean rescatados.

A todos elles y a sus familias nuestro abrazo fraterno y solidario.

Es sabido que nuestra actividad es una da las más peligrosas del mundo, todavía hay condiciones para evitar muchos de los accidentes que ocurren con una frecuencia impresionante.

Mejores condiciones de seguridad en la actividad minera son fundamentales. La vida y la salud de los trabajadores no tiene precio.

Que este grave accidente pueda contribuir para que las empresas, y las autoridades chilenas responsables por la fiscalización de las condiciones de trabajo, se vean obligadas a asumir sus deberes y responsabilidades.»


Foi esta a Moção de solidariedade enviada pelo Sindicato (português) dos Trabalhadores da Industria Mineira (STIM), aos mineiros chilenos que estão a viver momento tão dramático.

17.8.10

inDEPENDENTES...



A foto que aqui se publica é do VIII Congresso da corrente Sindical Socialista na CGTP-IN, o lema deste congresso foi «Valorizar o sindicalismo e lutar pela autonomia da CGTP», como podemos ver, na mesa da presidência, o Secretário Geral da UGT e a Ministra do Trabalho e da Segurança Social.

A inteligência do leitor desobriga-me de qualquer comentário.


12.8.10

Nas Minas da Panasqueira


Tempo de férias é também tempo de luta

Mais uma vez, a unidade e luta dos trabalhadores, foi factor decisivo para mais uma vitória no plano dos salários.

Segundo um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira, federado na FIEQUIMETAL e filiado na CGTP-IN, os trabalhadores da Sojitz Beiralt Tin & Wolfram (empresa que explora as minas da Panasqueira), conseguiram, agora, um aumento de 1% com efeitos retroactivos a Janeiro de 2010, o que representa um acrescimo de 2% sobre os salários praticados em 31 de Dezembro de 2009. No comunicado é dito ainda que «Os retroactivos irão ser pagas de Setembro a Dezembro do ano em curso».

É bom ter presente que este e outros anteriores ajustes salariais ou de prémios nunca ocorreram sem que os trabalhadores, sob a direcção do seu sindicato, tenham decidido lutar utilizando, para isso, as múltiplas formas ao seu alcance.

Principais interessados na durabilidade da mina e na sua exaustiva exploração (contra a chamada “exploração gananciosa”), principais interessados na aplicação de todas as normas de segurança, principais interessados em elevados níveis de produtividade, os trabalhadores desta mina de volfrâmio ou tungstênio debatem-se agora com novo “desafio” patronal que não só não dá resposta aos níveis de produtividade como é condicionador de mais emprego (com direitos), como ainda é factor de diminuição das condições de segurança. Os trabalhadores manifestaram-se massivamente (só um estava de acordo) contra a laboração contínua por a acharem «desnecessária, tendo em conta que a empresa pode aumentar bastante a produção, sem recorrer à sua implementação».

Como resposta à organização e resposta sindical, a Administração pretende agora condicionar a opinião dos trabalhadores, chamando-os um a um, com vista ao seu objectivo.

Estou certo que os trabalhadores da mina da Panasqueira e o seu sindicato, o STIM, saberão dizer não a mais uma tentativa patronal de aliciamento dos trabalhadores para lhe "comprar" direitos duramente conquistados ao longo dos tempos.

É caso para dizer, A LUTA CONTINUA.

3.8.10

ESTAMOS FARTOS ?!

Este governo está insuportável, não tem criatividade, não tem projecto, está à deriva, assegurando, naturalmente, os privilégios aos mesmos de sempre.

Depois de todo um conjunto de medidas penalizadoras de quem trabalha, com o Decreto-Lei Nº 77/2010, eliminou as medidas extraordinárias de apoio aos desempregados que eram para vigorar durante a crise. Não podemos dizer que tirou com a mesma mão que deu, uma vez que algumas destas medidas não chegaram sequer a ser aplicadas.

Como se isto não bastasse, de entre outras diabólicas malfeitorias, com o Decreto-Lei Nº 72/2010 (que entrou em vigor a 1 de Agosto), reduz o subsídio de desemprego e determina a diminuição geral dos salários no futuro, o valor máximo do subsidio de desemprego de 65% do salário ILÌQUIDO, para apenas 75% desse salário LIQUIDO. Acresce a isto o facto de OBRIGAR o trabalhador desempregado a aceitar um emprego que seja remunerado 10% acima do que aufere de subsídio se a oferta ocorrer no primeiro ano uma vez que, nos anos subsequentes esta obrigatoriedade aplica-se a ofertas de valor IGUAL ao respectivo subsidio.

É bom não perder de vista que isto terá um negativo impacto nas reformas.

Se tivermos em conta a vulnerabilidade e precariedade dos vínculos laborais não são precisos muitos anos para que um trabalhador que hoje tem um salário de 1000€ passe a desempenhar as mesmas funções por 500€.

Este é mais um retrato do país, “das maravilhas”, da Europa da CEE (hoje UE ou EU, como queiram), governado pelas sociais democracias mais ou menos liberais.

Os portugueses, aqueles que trabalham, trabalharam ou estão para trabalhar ,vivem pior, as condições de apoio social são cada vez mais reduzidas.

É tempo de dizer basta, não só a esta política como também a este governo que há muito se esgotou, as lutas estão aí, também nas férias e depois delas, temos TODOS que dizer BASTA !