19.2.08

Motos e Impostos

Está aí o Imposto Único de Circulação para 2008 e, com ele, a impossibilidade de os proprietários de veículos automóveis, mesmo os que os têm parados em garagens, fugirem ao cumprimento de mais um dever.

Não fora a tremenda injustiça, nesta matéria, imposta aos proprietários de motociclos e eu estaria agora a escrever sobre outro tema.

Na verdade, aos motociclistas não lhes basta a fama de, desrespeitadores do código, de "feios, porcos e maus", como ainda são classificados como proprietários de artigo de luxo, como que uma moto o fosse, num tempo em que já se esgotam os recursos petrolíferos, quando este se mostrou o melhor e mais eficaz meio de transporte nas grandes metrópoles.

Não bastava aos motociclistas os condicionamentos, os altos preços e exigências impostas pelas seguradoras, não bastava aos motociclistas serem alvo de discriminação em "bombas" de gasolina,
não bastava aos motociclistas pagarem exactamente o mesmo valor que um automóvel nas portagens, para ainda serem obrigados ao pagamento, na maioria dos casos, do dobro do valor do IMPOSTO ÚNICO DE CIRCULAÇÃO.

Um exemplo para melhor compreensão: Um veículo
automóvel do ano de 1999 com 1400 centímetros cúbicos de cilindrada vai pagar 50€; Uma Moto do mesmo ano, com 1200 CC de cilindrada vai pagar 102€.

O movimento dos motociclistas em Portugal já, por várias vezes mostrou ser capaz de fazer compreender as suas razões, já várias vezes, contribuindo com a sua influência, mostrou ser capaz de fazer inverter, a seu favor, o rumo das coisas. Quem não se lembra das célebres manifestações nacionais pela exigência de duplo
rail como forma de proteger, de facto, os motociclistas. Quem não se lembra das diversificadas participações nas grandes manifestações nacionais "Por Timor" e por aí adiante.

Estou convencido que o tema está para sair à rua, a Federação Nacional de Motociclismo, as inúmeras associações de motociclistas espalhadas pelo país, as associações representativas dos comerciantes do sector etc..., têm uma palavra a dizer.

Eu, "VIRIATU'S" me confesso disposto a integrar uma fila numa grande luta nacional, (à nossa maneira)
por mais justiça no valor das portagens e no IMPOSTO ÚNICO DE CIRCULAÇÃO.

Lembro que a mítica prova "PORTUGAL DE LÉS A LÉS" que este ano terá lugar no mês de Maio será uma optima oportunidade para a "malta" trocar ideias sobre o assunto.

18.2.08

o DESTAK estava atento

De facto, o assunto aqui já tratado em texto intitulado "desemprego no futebol?", mereceu a curiosidade de um grande número de pessoas dos mais variados sectores mas, a notícia vinda há dias a público através do DESTAK faz com que me volte de novo para um assunto que ainda está longe de ser esclarecido.

Escreveu-se nesse jornal de distribuição gratuita :
«Afinal já não vai existir curso para jogador de futebol
O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) da Guarda deu conta, em meados de Janeiro, de que iria abrir um curso de Prática Desportiva de Futebol, com equivalência ao 9º anode escolaridade, cuja saída profissional seria a de «jogador/a de Futebol». Informava-se, ainda, que o desenvolvimento da formação seria assegurado por entidades desportivas dotadas de infra-estruturas e equipamentos adequados. A curiosidade da proposta de formação levou o Destak a contactar o director do Centro de Emprego da Guarda, Armando Reis, que afirmou que «havia de facto essa intenção, mas por razões de ordem interna já não vai haver esse curso», escusando-se a prestar mais esclarecimentos . De resto, o Destak confirmou que o Curso de Prática Desportiva de Futebol já não se encontra entre as ofertas de formação disponíveis no site do IEFP.»

É cada vez mais evidente que por detrás da abertura deste curso está uma "patranha" qualquer, cresce, a cada resposta a curiosidade que , no meu caso, se alicerça em anteriores histórias de promiscuidades entre o futebol e os poderes públicos.
Fiquemos atentos.

14.2.08

Os incentivos à Citroën/PSA

A Direcção da Organização Regional de Viseu do Partido Comunista Português, como seria de esperar, não perdeu tempo e, conforme o Jornal de Notícias de 12 de Fevereiro em notícia intitulada “ PCP foi à Citroen falar com operários”, fez o que tinha a fazer, diligenciar no sentido de conhecer e opinar acerca da realidade desta grande unidade do sector da montagem automóvel com a importância económica e social que tem na região, no momento da “ressaca” do infundado anúncio de deslocalização e quando a se esperam mudanças ao nível de quadros de direcção.

No JN podia ler-se que, muito embora o PCP tenha, no início de Fevereiro, solicitado esta reunião com os órgãos representativos dos trabalhadores (comissão sindical e comissão de trabalhadores) e direcção da fábrica, só os primeiros se disponibilizaram a reunir com uma delegação do PCP que incorporava o deputado Miguel Tiago do grupo parlamentar deste partido.

Segundo a citada fonte, o dirigente João Abreu afirmou “que o PCP está atento a notícias recorrentes de deslocalização, e à pressão que as mesmas podem ter sobre os operários”, vejo que estamos em sintonia.

Mais uma vez é o PCP a tornar público os valores dos incentivos a estas empresas que, no caso da Citroën/PSA em Mangualde, se situam nos 8,6 milhões de euros.

É bom que os portugueses saibam para onde os nossos governantes encaminham o dinheiro do país e quais as contrapartidas. Naturalmente que haverá um protocolo entre o governo e a empresa mas terá que ser através da resposta ao requerimento que o deputado comunista prometeu fazer na Assembleia da República que saberemos se os pressupostos à atribuição destes valores estão a ser cumpridos por ambas as partes.

Faço votos para que o governo seja tão rápido na resposta como no lançamento do boato da deslocalização, espero que Manuel Pinho, ao arrepio da tradição deste governo do PS, seja lesto na resposta.