
tendo o seu interior ficado completamente destruído)
Muitos foram os que perderam os seus empregos, viram as suas casas, automóveis e outros bens alvo de acções bombistas, tiveram que mudar de residência, assumiram uma postura quase que de clandestinidade.
Este clima de justificado medo demorou anos a esbater-se com gravíssimas consequências para a vivência democrática naquela região onde a igreja, a católica, utilizou todos os meios ao seu alcance, e eram muitos, para dar cobertura a todo o tipo de acções anti-comunistas.
Escrevo sobre este assunto com o objectivo de contribuir para a memória e, de certa forma, “espicaçar” outras pessoas para a partilha de vivências dessa época, no sentido de contrariar uma certa tendência que por aí vai fazendo escola de tentar branquear, modificando, a história.
Se é verdade que algumas das pessoas que sofreram na pele todo esse tipo de agressões já não se encontram entre nós, outros ainda podem e devem dar o seu testemunho.
Durante muitos anos foi difícil aos membros do PCP, naquele distrito, assumir-se como tal sem que não fossem, desde logo, objecto de censura, mas também foi pela coragem, exemplo e persistência de muitos desses e de outros comunistas que as nuvens negras do reaccionarismo dominante se foram afastando.
Hoje comemoram-se Abril e Maio em plena praça da República (rossio) em Viseu, no Largo Dr. Couto (praça central) em Mangualde, na principal avenida de Lamego e por tantos outros locais do distrito mas nem sempre assim foi, houve condicionamentos, agressões, todo o tipo de provocações para que naquele distrito Abril não fosse Abril.
Noutra oportunidade trarei outros testemunhos
Até lá