27.7.08

IMIGRANTES



O neo-fascista italiano Silvio Berlusconi e os seus apaniguados lançaram os cães de caça na busca e criminalização de cidadãos estrangeiros não documentados.
As recente decisão do conselho de ministros de Itália que declara o estado de emergência a todo o território italiano com o objectivo de «potencializar as actividades de contraste e de gestão do fenómeno migratório» num momento em que a aprovação, no Parlamento Europeu, da vergonhosa “Directiva do Retorno” ainda está “quente” sendo que é só para entrar em vigor em 2010, confirma a tese de quem tem vindo a dizer que há a pretensão de construir uma Europa fortaleza, desumana, sem qualquer respeito pelos mais elementares direitos humanos, ao serviço dos interesses do grande capital, contra os interesses e valores dos trabalhadores europeus e contra todos os que se deslocam para a Europa na busca de melhores condições de vida, muitos deles, fugindo à fome e às guerras, fruto das pesadas heranças que o colonialismo europeu lhes deixou.
Em Portugal, o governo que esteve a favor da directiva, veio dizer que a nossa legislação é mais favorável e que não pretende alterá-la.
Em duvidoso sentido contrário (talvez por saberem que iria ser aprovada) os deputados do PS juntaram os seus votos aos que, como os do Partido Comunista Português, têm lutado para impedir tão impiedosa medida.
Dias mais tarde, no Parlamento Nacional, os deputados do PS juntaram os seus votos aos do CDS/PP para impedir que fosse aprovado um projecto de Lei do PCP que recomendava, mais uma vez, ao Governo a ratificação da Convenção da ONU sobre «a protecção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e dos membros das suas famílias», convenção essa aprovada na Assembleia-Geral da ONU em 18 de Julho de 1990 e que entrou em vigor na ordem jurídica internacional em 1 de Julho de 2003, depois de ter obtido o número mínimo de ratificações necessárias para esse efeito.
Todos estes factos nos devem alertar para a possibilidade de em toda a Europa, com Portugal incluído, se virem a agudizar as condições de entrada e permanência de imigrantes.
O PS está farto de nos dar razões para não acreditarmos nas suas declarações e promessas.
Há que estar atento e manter a luta contra estas políticas de direita contra dos trabalhadores e o progresso.

Os Italianos, a seu tempo, saberão dar conta deste encerado Mossulini

INSULENTE


Paulo Portas apareceu nos noticiários de hoje com a exigência de uma maior fiscalização às pessoas em situação de rendimento mínimo de inserção.
Esta é mais uma pirueta de quem nada tem, de útil, para dizer ao país.
Como não poderia deixar de ser, o boy da extrema-direita portuguesa que em outros momentos andou pelas feiras, com as suas lérias de defensor dos agricultores e dos reformados, a vender gato por lebre, vem agora com esta preocupação como que os grandes problemas dos portugueses e do país fosse o abuso do uso do rendimento mínimo garantido.
A Paulo Portas, satisfeito com a política de direita que o PS/Sócrates tem vindo a seguir, falta-lhe assunto para pôr na ordem do dia, está feliz com os grandes lucros da banca à custa de toda uma linha especulativa em vários sectores, colocam os portugueses na cauda da Europa em posição muito complexa, com situações de fome em pessoas que todos os dias vendem a sua força de trabalho.
Paulo Portas e os seus amigos estão satisfeitos com a inqualificável proposta de governo de alteração do Código de Trabalho que criará aos trabalhadores maiores situações de dificuldade e dependência.
O Governo que com sua política de direita retirou assunto ao PSD e PP, deixa este “figurão” a dizer estas trapalhadas.
Tenho um amigo que costuma ter esta expressão: “mal de quem as ouve porque quem as diz fica aliviado” .
Espero que, nas próximas eleições, eles vejam o número de deputados reduzidos à sua real influência.

15.7.08

NUCLEAR EM PORTUGAL

Hoje ouvi Victor Constâncio afirmar que o País deveria pensar seriamente na opção nuclear como forma de contrariar a nossa, tão alta, dependência energética.
Francamente, há muito que comungo de tal opinião pois considero que no campo das outras energias alternativas, sendo importantes, um longo caminho temos pela frente até que, todas somadas, dêem resposta às nossas necessidades.
Tendo o argumento do perigo ambiental caído por terra desde a que os nossos vizinhos espanhóis construíram as suas (julgo) sete centrais nucleares, sendo a de Almaraz a mais próxima (+/-100 Km da fronteira), colocando Portugal, em particular toda a área que corresponde ao rio de vento da bacia do Tejo até Lisboa , em risco caso haja algum acidente, não faz qualquer sentido, por razões de segurança, a defesa do impedimento desta opção energética.
Se construir-mos uma central, no mesmo paralelo, do lado de cá da fronteira, o impacto em caso de acidente não será maior.
Acresce o facto de termos a matéria prima (urânio) necessária em quantidades (em centrais de terceira geração ou outras ainda mais desenvolvidas) mais que suficientes para rentabilizar o investimento, permitindo ao país um outro fôlego.
Isto não poderá significar, naturalmente, os investimentos necessários no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias no campo das outras energias alternativas.
Há uns tempos, um ministro do governo de Sócrates veio dizer que o nuclear estava fora de questão, mas pode perguntar-se porquê? Será por opção estratégica, será porque os Espanhóis não querem e os Franceses não deixam? Era bom esclarecer esta questão.
Pela minha parte continuarei a defender esta solução como uma contribuição determinante, nos próximos anos, para uma maior autonomia energética de Portugal.
Powered By Blogger